Guarulhos – Natal: fome do século

Todo mundo feliz em Guarulhos esperando dar a hora de pegar o vôo de volta pra Natal. Almoçamos (médio, porque era sexta-feira santa e não pode comer carne, e eu não como peixe nem nada do tipo) e esperamos o vôo, que foi às 23h15min. Nesse meio tempo, depois de ter semi-almoçado, não comi mais nada e fomos embora para o aeroporto. Meu estômago se remoendo sentindo falta de alimento. Embarcamos no avião no estilo primeira classe depois de chegarmos atrasados e comemos dois biscoitos sabor tomate seco com queijo gorgonzola (RIQUEZA DEMAIS) e um copo de Del Valle de laranja, que corrói todo o meu estômago. Não preencheu nem um buraco do dente, e aqui estamos nós. Tento há mais de uma hora ligar para algum lugar que faça entrega de sanduíche aqui em Natal, mas simplesmente não existe disk-entrega após as 3h (da manhã, claro). Esse é o absurdo que está me proporcionando a maior fome de todos os tempos. Se eu sobreviver até o sol nascer, vou correr na padaria e comprar tudo que eu encontrar pela frente. Essa foi a nota da noite.

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A “Segunda Pele” de Roberta Sá

Deixa o mar ferver, deixa o sol despencar
Deixa o coração bater, se despedaçar
Chora depois, mas agora deixa sangrar
Deixa o carnaval passar

Foto: site oficial

O álbum começa ritmado e quase que linear com as músicas “Lua” (até começar o vigoroso refrão!), com uma letra encantadora, e “Segunda Pele“, que parece ser a segunda pele da primeira, com frases arrastadas e uma levada meio hipnotizante. A terceira música é a divertida “Bem a sós“, que transforma uma ação banal do dia-a-dia em uma (bonita) música. Conforme vai avançando, o álbum vai evoluindo. É quando começa “O nego e eu“, com o ritmo de samba brasileiro característico de muitas músicas de Roberta Sá que todos já conhecem de outras obras-primas. É incrível (e natural) como a voz dela se encaixa perfeitamente em cada nota, não precisando fazer semitonadas para entrar na próxima sílaba. Cada palavra estando onde deveria estar, é uma das melhores faixas. Roberta, transparentemente não afim é como nós ficamos completamente “afins” de “Altos e Baixos“, quinta faixa do CD – que, no começo, me pareceu uma inspiração um pouco mais melodiosa da imortal Águas de Março. É claro que não pode faltar uma música cheia de letra, música e sentimento. “Você não poderia surgir agora” surge em um momento mais que oportuno na continuação de uma obra que não tem tempo para pausa. Já tendo surgido agora, alguma coisa diz pra você não ir embora porque eu quero mais.

A próxima da lista é “Esquirlas” escrita por Jorge Drexler, que aqui canta com Roberta – sonho que ela realizou. Há quem não goste dessa mistura de línguas em um álbum. Para mim, caiu bem: a música é linda e tem um clima tropicaliente – que, aliás, está no disco inteiro. Já bem familiar para os fãs da cantora (e para os simpatizantes), “Pavilhão de espelhos” está aqui com 9ª faixa e é uma grande obra de arte no álbum. Ainda bem! “No bolso” traz essa percussão que remete muito às raízes da cantora. Típica faixa para cantar junto com os amigos dançando ao redor de si mesmos, na pior das hipóteses. Pena que é curtinha, dá vontade de ouvir mais. Já que começamos a dançar, por quê não entrar em clima de carnaval? É isso que nos propõe a música “Deixa sangrar”. Sem palavras para comentar, é uma música digna de fazer sucesso no carnaval e embalar a alegria de toda e qualquer pessoa. “A brincadeira” traz flautas e tambores com a levada de música de raiz. Roberta deixa explícito nesse álbum o que tem de melhor para mostrar com relação a musica brasileira vinda das suas origens. E é assim que nos traz “No arrebol” para fechar mais um ótimo álbum.

Nota: * * * * 

P.S.: A piadinha do título é inevitável!

Coisas boas até a segunda página

Acordei um tanto desiludido porque pensei que hoje ainda era quinta-feira, que foi ontem. Alegria na minha vida foi quando eu descobri que estava errado. Ta cada vez mais próximo o fim do mês, semana que vem é semana de felicidade, porque é quando ficamos todos ricos graças ao nosso trabalho que caiu (muito bem) do céu.

O primeiro salário é uma grande ilusão, principalmente quando é final de dezembro. Mal começou janeiro de 2012 e eu tinha 5 reais no bolso, porque comprei presentes de amigo secreto, presentes pra mim, coloquei gasolina no carro pra me sentir meio independente, paguei a manutenção do aparelho… e vi que não vale a pena fazer isso se você pode guardar o seu dinheiro e juntar tudo até comprar um presente de verdade para você mesmo. É o que eu pretendo fazer, além de juntar dinheiro para viajar no meio do ano. (Desse jeito preciso de pelo menos uns 30 empregos e passar em um concurso público).

Então, quando sua família está de férias e você não se inclui nesse termo família, é sua vida é uma droga. Resolveram passar um mês viajando e eu sendo dono-de-casa e tendo que me virar pra arrumar as coisas (leia-se “não sujar/bagunçar para não ter que lavar/arrumar”). Duas observações que você aprende com a vida e depois prefere não ter aprendido (mas é bom ficar sabendo, claro):

  1. morar sozinho e
  2. visitas em casa

são coisas boas até a segunda página. Mas o que vale é a intenção. E essa historinha de morar sozinho se sustentando dá uma noção de como é que as coisas funcionam na realidade, porque viver em  baixo das asas dos pais é bom demais, mas começar a ser gente da vida ninguém quer, né! Quero ver agora.

Eu pensei que essa conta tinha sido excluída por passar muito tempo sem atualizar… ainda bem que não. Como agora, de vez em quando pode dar essa vontade de postar qualquer coisa para passar o tempo.

Por falar em passar o tempo, mal vou ter tempo para respirar esse semestre, trabalhando/estudando em dias alternados de manhã e à tarde e com mais aulas à noite, além dos sábados pela manhã. Não sei como vai ficar essa academia (parte importante!) nem os outros blogs – que é só um, já que não atualizo mais todos (por outra questão de tempo). Estou pensando qual vai ser o destino do Des Chansons se eu não encontrar quem atualize por mim…

e se a SOPA não resolver cair por essas bandas. Nem de sopa eu gosto.

Deslocamento do joelho e péssimo atendimento na Ortomed/Natal

A pressa é inimiga da perfeição. No meu caso, tudo é meu inimigo. Há algumas semanas eu fui entrar no carro, bati e cortei o supercílio na porta (já é o suficiente para dizer que é azar demais) e, como se não fosse o bastante [o carro está cada vez mais contra mim, é o que eu acho], há poucas horas fui entrar no carro e desloquei o joelho. Não sei explicar como é que funciona o sistema, mas acho que a rótula se deslocou para a lateral, algo do tipo. Daí começou a inchar, obvious.

Eu estava tentando entrar no carro para ir ao Midway fazer observação etnográfica para terminar um trabalho da universidade, vê se pode. E vocês pensando que eu não faço nada de bom da vida. Pelo menos era algo de futuro, senão acho que poderia ser pior, só do castigo… Eu muito satisfeito com minha lesão, fui carregado pelo meu irmão até a Ortomed, onde eu tive que entrar pulando e me arrastando porque ninguém se prontificou para me ajudar nem me dando moletas nem uma cadeira de rodas. Como se não bastasse, tive que ficar lá em pé me apoiando em uma perna só porque ninguém teve coragem de se levantar para me ceder o lugar. Até aí não tem muita coisa…

Documentos no balcão, uma mulher levantou para ir não sei aonde e eu peguei o lugar dela, porque não sou obrigado a ficar em um pé só, feito Saci. Não me toquei, mas o médico que supostamente estava atendendo, saiu assim que eu e meu irmão entramos na clínica. Esperamos mais ou menos meia hora e, depois de estranhar ninguém ter sido chamado, a descoberta: não havia médico atendendo (o que a mulher informou com a cara mais lavada do mundo), ele “estava chegando” (mesma desculpa de sempre para quando o médico não vem tão cedo), havia 13 pessoas na minha frente (infelizmente é assim que funciona) e eu não era obrigado a ficar lá esperando. Ortomed muito eficiente.

Pegamos o beco e aqui estou eu, em casa, depois de ter colocado uma bolsa de gelo na perna por 30 min, sentado na cama com a perna esticada e o joelho um pouco mais menos inchado. Se daqui pra de noite não melhorar, vou me arriscar a enfrentar uma fila de novo.

Acabaram de me ligar da Wizard. Tenho aula amanhã à tarde em Mirassol. Na verdade só estou avisando isso aqui para eu mesmo me lembrar.
*Esse post não deveria ter sido tão grande.

Confusão com esse horário de verão

Só pra deixar registrado que agora eu fiquei sem saber o que aconteceu com o horário, porque o post de ontem, na teoria, foi postado ontem, mas está dizendo que foi postado hoje. O post de hoje, que é pra hohe, está como publicado hoje – claro, porque eu acabei de publicar. Mas daí ficou parecendo que eu postei os dois hoje – ou seja, no mesmo dia. E na prática é impossível eu fazer as coisas que eu fiz nos dois dias em um dia só, até porque eu fiz coisas – como ir ao shopping na esperteza – que não postei aqui. Ainda to em dúvida. Acho que vou começar a postar à tarde. Noite/madrugada me deixa sem saber o que fazer. Hoje em dia ta todo mundo assim…

Dentista, prova, nostalgia de voleibol, Estética e gordice

Daí que logo cedo tive que acordar e ir ao dentista fazer a manutenção do aparelho o qual, aliás, eu não tenho nem noção de quando vou tirar – se é que um dia vou me ver sem essa marmota outra vez. Tudo certo, cheguei e saí na velocidade. Fui fazer a prova de francês e voltei na velocidade. Dormi o dia todo, é claro… pra poder compensar o tempo que poderia ter dormido a mais, mais cedo.

Hoje o dia se resumiu à palavra “nostalgia”, quando eu fui assistir CEI x Salesiano São José no ginásio do Contemporâneo. Entrei no ginásio e vi os times jogando, a galera gritando, os técnicos se estressando e os jogadores se fazendo de doidos, por exemplo – como sempre tem. Vou nem mentir que fiquei foi emocionado em estar de novo no ambiente e tal… daí descobri que a bola tá custando menos de 50 reais no Hiper. Vou comprar qualquer dia desses pra jogar aqui com a parede e tudo certo. (Foto: Jogo de semi-final dos JERN’s 2005, CELM x Facex)

Não sou obrigado a falar mais sobre isso, então…

Sou apaixonado “pelas aulas” [porque né] de Estética desde a primeira delas. Minha frustração para sempre é não ter tido aulas da matéria desde o começo do semestre, porque a UFRN é assim para sempre e nunca vai mudar. O que vale é o que importa, e é só por causa dessas aulas que eu ainda não desisti desse curso, porque pense numa coisa chata… pronto.

Prometi que hoje iria começar mais uma vez na academia, mas segunda-feira é o dia mundial das promessas quebradas, então não conta. Se tudo certo [=eu criar coragem] vou (re)começar amanhã. Por enquanto vou é embora assistir minhas séries e tuitar na esperteza, porque não sou obrigado a ficar aqui.

Ninguém pode me julgar.